Deliver us from evil, or: Oh, mama, però non riesco a capire il mio peccato


Crítica aos dogmatismos existenciais e moralismos religiosos estão sempre presentes na poesia de @Ligabue. O cantor tem um jeito pessoal de tratar  mitificações vinculadas a religião, seja em provocações sarcásticas como em “Libera nos a malo”(livraí-nos do mal) de 1991, ou na contundente “Hai um momento Dio?” (algo como:  Tem um tempo pra mim Deus?) de 1995. Ambas não perdem atualidade no impacto contestatório das letras. Há alguma pegada punk, mas tratadas no caldo rock/pop e são super divertidas.
A primeira música começa com um jocoso “Oh, mamãezinha, o que é que eu fiz?“… “Mas eu não consigo entender o meu pecado” . Liga certamente questiona a moral católica, visto que: Se há desejos e libido, estes são inerentes a sua humanidade. Portanto não tem uma razão racional pra ser errado seguir seus instintos humanos. Na outra música reivindica um diálogo direto e honesto, cara a cara com Deus. Provocativo reclama que está ali a disposição, mas o que estaria faltando pra Deus se dignar então a lhe dar a minima atenção?
E seria heresia questionar?

Sed libera nos a malo.
Pace ormai non più dolore.
 Se io te ho dato l'alma el core.
 El foco mai non callo.
 Sed libera nos a malo.
 Pace or mai non più dolore.
 Sed libera me a malo
Libera me di catena
 Ch'io te adoro per dea in terra.
 Libera me di tanta pena.
 dal duol che mi sotterra.
 Libera mi e non più guerra.
 Ch’io son reso senza fallo.
 Sed libera me a malo.
Se non porgi el tuo socorso
 A la doglia mia infinita
 Io mi vegio gioncto al corso
 De finir la propria vita
 Se non progi presto aita
 L’alma langue donna fallo
 Sed libera me a malo.
Qui sia fine al moi dolore
 E la doglia che me acora
 Voglio amarte a tutte l’hore
 Se ben voi per te ch’io mora
 Per che chi morendo adora
 El morir glie dolce mallo
 Sed libera me a malo.
 Sed libera me a malo (oração/Canto a capella de Onofrio Antenoreo,1508)
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Já ouviu falar de Campovolo?

Pense em um artista que sozinho consegue agregar mais de cento oitenta mil fãs pagantes para um show? Coisa para poucos como Ligabue.

"Su e giù da un palco"
“Su e giù da un palco”
Dizem por aí que até aquele momento, 2005, só John Lennon havia realizado proeza similar, em Nova York, na década de 1970.
Campovolo é isso: Uma celebração Rock’n’roll num grande espaço aberto localizado exatamente no aeroporto de Reggio Emilia, berço e refúgio do artista. Como o próprio diz em suas entrevistas, um convite aos amigos para diversão em casa.
Com ápice marcado para 19 de setembro, quando em 3 horas de show, Luciano irá tocar e cantar 2 de seus principais álbuns completos e ainda uma seleção dos outros com as bandas que o acompanharam em cada fase da carreira, a festa é a celebração máxima para o artista e os fãs.
São 18 torres, 2 milhões de watts em caixas e o maior telão já usado na Europa (780 metros quadrados). A promessa é que nenhum espectador fique sem uma boa experiência no show.
Gente vinda de todos os cantos já seguem em direção à cidade para comemoração tripla: 25 anos de estréia com o álbum Ligabue, 20 anos do festejado “Buon Compleanno Elvis” e o sucesso da turnê Mondovisione que esteve também aqui no Brasil em janeiro.
Para se ter uma ideia, até o fim de agosto já haviam sido vendidos mais de 145.000 dos 150.000 ingressos e o restante tende acabar antes mesmo da data do show, coisa comum de acontecer nas apresentações de Liga.
As acomodações em barracas alugadas se esgotaram bem antes do esperado e os noticiosos italianos dão conta de lotação também em pousadas e hotéis da redondeza. Para apoiar o acesso, linhas de trem e ônibus vindas das principais cidades foram disponibilizadas exclusivamente aos fãs.
Dentro da Liga Village, área de quase 240 mil metros quadrados, a estadia dos que já começarem a acampar de véspera será animada por malabaristas, músicos e a exibição dos filmes “Radiofreccia” e “Di zero a dieci”, dirigidos por Luciano. A área também vai abrigar o LigaStory, que vai expor a carreira de Luciano, através de imagens e objetos marcantes desses 25 anos.
Gosto muito do nome Campovolo. Sou dos que vem do interior, percebo a terra como parte da minha natureza. E me agrada muito essa noção de levantar voo.
“Gosto muito do nome Campovolo. Sou dos que vem do interior, percebo a terra como parte da minha natureza. E me agrada muito essa noção de levantar voo.”

Todo o suporte pra atender tanta gente foi pensado pela organização e conta com restaurantes, áreas de camping, banheiros, estacionamento e segurança, apoio paramédico entre outros serviços. Fruto certo da aprendizagem com erros e acertos das edições anteriores (em 2005 e 2011) e de shows como o Itália Loves Emília em solidariedade as pessoas afetadas pelo terremoto em 2012.
O primeiro, setembro de 2005
– comemorava os 15 anos de carreira. Reuniu mais de 180 mil pessoas espalhadas pelo gramado do aeroporto de Réggio Emilia. Um comparecimento recorde em território europeu e muito acima da expectativa para um concerto realizado por um único artista. A título de ilustração, no mesmo local em 20 de setembro de 1997, o U2 reuniu 146 mil espectadores pagantes.
Entretanto, não havia uma estrutura condizente com o público que compareceu ao local. Isso fez o próprio Ligabue pedir desculpas pelos problemas que foram apontados.
O segundo, 2011- Prezando a segurança tanto da população local, quanto dos fãs, foi limitado a 110 mil ingressos (alguns estimam 120 mil pessoas presentes). Essa versão chamada de “2.0 11” deu origem a um documentário, Ligabue Campovolo – Il film 3D.  Sucesso que lotou também salas de exibição por toda a Itália e que vale apena ser assistido mesmo que você não conheça nada de rock italiano, pois exibe todo um cuidado com a produção e qualidade do concerto e principalmente o delírio dos ligazzati que cantam em coro todas as músicas.
Aos fãs espalhados no mundo resta torcer por pela retransmissão ao vivo pela web. Sonhos dão FORMA ao MUNDO! #CAMPOVOLO_IN_DIRETTA_su_Internet!

Mulheres sabem como mulheres são…

E sabem onde,
E sabem tanto quanto ou tanto quando.
Sempre souberam sobre o que falamos
E há as que sabem explicar o amor
ou pelo menos tentam extravasar seus sentimentos
E aquelas que esquecem  e sabem esquecer e podem ser maldosas.
As mulheres sabem que nada está perdido,
sabem que o céu é leve, no entanto, não está vazio.

Ah, as mulheres sabem…
Podem dançar,
Podem sentir,
Sempre um pouco mais!
Desejam dançar,
Desejam sentir
sempre um pouco mais!
Ao limite da dor, ao limite do amor.
Conhecem lugares que outros não iriam
Conhecem vozes que outros sequer imaginam
Ah, não  imaginam…

Adaptação da letra de Ligabue

Ainda tenho uma força

que me impele a caminhar, bater de frente e não deixar-me a esmo. Tenho ainda aquela força necessária quando me é dito: Começa! (Age!/vai!) Eu ainda tenho a força de olhar ao meu redor, misturando as palavras com dois ou três vícios no dia; De eu mesmo escolher quem eu queira sempre em minha camisa. Vivo sempre aqui comigo Entre aqueles que sempre estiveram e os que não sabemos se estão. Pelo mundo andei Do mundo retornei ainda vivo Eu ainda tenho a força para ficar lá para contar as histórias que eu já vi e aquelas a assistir. E todos aqueles erros que por uma razão ou outra eu repito. Eu ainda tenho a força de também pedir perdão e fazer o jogo jogando fora de casa. E no entanto, dizer-lhes que a minha parte, eu a quero garantir. Vivo sempre aqui comigo Entre aqueles que sempre estiveram e os que não sabemos se estão Dentro do mundo andei Do mundo retornei ainda vivo Eu ainda tenho a força e veja que está convém para tornar mais leve o peso das memórias e honrar os amigos que se foram: “Nos veremos mais tarde, mais tarde… Depois!” Vivo sempre aqui comigo Entre aqueles que sempre estiveram e os que não sabemos se estão Com o mundo andei Do mundo retornei ainda vivo Tentativa de tradução de Ho Ancora La Forza,(2000/2001) Guccini/Ligabue http://www.youtube.com/watch?v=qJRzYrwHw-4

Até semana atrás

tempo largo, quase infinito.

Agora estreito, corrido.
Mas sempre feliz.
Sempre intenso.
E seguimos cumprindo as missões,
dia após dia.
2015 mais que promete, cumpre.
2014 fica na lembrança de um ano de tantas emoções fortes, mês a mês.
Ano que se inciou e se finalizou em expectativas e realizações.
Sonhos que viram realidades
Urgências que despertam capacidades inusitadas.
Sim
Sou
Somos

Até semana atrás, tempo largo, quase infinito.
Agora estreito, corrido.
Mas sempre feliz. Sempre intenso.
E seguimos cumprindo as missões, dia após dia.

2014 fica na lembrança de um ano de tantas emoções fortes.
Ano que se inciou e se finalizou em expectativas e realizações.

O rock do italiano Ligabue: pra brasileiro ver e curtir

Em janeiro, o rockstar Luciano Ligabue, um dos cantores mais famosos e populares na Itália, traz para São Paulo uma sonoridade diversa daquela que brasileiros em geral imaginam para a música Italiana.
Mondovisione é a primeira turnê que traz o cantor italiano à América Latina, com apresentações únicas em São Paulo e em Buenos Aires.

Atravessar as fronteiras da Comunidade Europeia talvez seja a experiência que faltava na carreira de mais de 20 anos de sucesso do roqueiro. Esperado ansiosamente pelos fãs brasileiros (sim, eles existem!) e italianos imigrados, já no primeiro dia de vendas se esgotaram as primeiras filas na platéia do Teatro Bradesco. Promessa de tietagem e satisfação que é confirmada nos diálogos que movimentam a Fan-page “Ligabue BRASIL” dedicada ao rockstar no FaceBook.

Mondovisione apresenta ao público o álbum homônimo lançado em 2013. O tour começou oficialmente no Estádio Olímpico de Roma, lotado; e durante 2014 percorreu toda Itália também lotando estádios, arenas, boates e teatros. Apresentações no Canadá e nos Estados Unidos deram início a turnê mundial que após a visita à América Latina vai para a Austrália.

Liga, como os fãs o tratam, é um dos ícones da cena contemporânea italiana. A título de comparação alguns jornalistas do continente americano o tem chamado de o “U2 Italiano” ou “Bruce Springsteen italiano”. Mas são comparações complicadas de se fazer. Junto com o cantor está o suporte de uma banda de altíssima qualidade: o Gruppo, composta por Federico “Fede” Poggipollini (guitarra), Niccolò Bossini (guitarra), Max Cottafavi (guitarra), Luciano Luisi (teclados e programação), Michael Urbano (bateria) e Davide Pezzin (baixo).

Em sua carreira foram 10 álbuns. Todos premiadíssimos na Itália. Mas o roqueiro sempre deu grande importância às performances ao vivo. E consegue encher a cada show, arenas históricas como a de Verona, estádios como o San Siro ou boates como a Alcatraz, em Milão.
Sempre com uma plateia extasiada fazendo coro em todas as músicas.
Em 2005, por exemplo, realizou um concerto em Campovolo, dentro do aeroporto de Reggio Emilia, assistido por 180 mil fãs, um recorde na Europa, repetido em 2011 quando o número de espectadores foi limitado a 110 mil pessoas por motivos de segurança.

Uma característica retomada com mais ênfase no álbum atual é a crítica política. Muito impulsionado pelo descontentamento com a forte crise que seu país tem vivido nos últimos anos. Como o próprio diz em entrevistas à imprensa italiana, tenta sensibilizar aqueles ouvem suas músicas falando de política. “Uma forma de inquietar consciências”, diz.
Exemplo: Il sale della terra (Sal da Terra) que segundo o cantor fala de uma crise que não é só econômica, mas social e de comportamento. “Tem a ver com a necessidade de poder, com as consequências produzidas por aqueles que querem tomar o poder a todo o custo e a todo custo mantê-lo”, explica. Assim também em Il muro del suono (A barreira do som) com frases do tipo: “Aqueles que tinham que pagar pela fome, nunca pagaram” que dão voz à indignação geral sobre a crise econômica, contra quem está no poder e toda sorte de corrupção.

Neto de um herói da resistência contra o fascismo, Ligabue nunca escondeu suas simpatias e decepções políticas. Pai de dois filhos, um de cada casamento. Mora e convive socialmente em sua cidade natal, Correggio. Não se vergonha de expor um pouco de si em suas composições. Sua província, família, amigos, vivências e opiniões francas personalizam seu trabalho. Apesar do forte sotaque emiliano, suas letras em geral cabem na história de vida de qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. Ligabue é um cronista ciente de seu tempo. Às vezes ácidas, às vezes irônicas ou mesmo ternas, as canções conseguem tocar qualquer um que as escute.

Estreia Tardia

Nascido em 1960, Riccardo Luciano Ligabue, graduado em contabilidade, experimentou atividades diversificadas até encontrar seu lugar. Iniciou oficialmente a carreira artística aos 30 anos de idade. Só em 1990, com Ligabue, seu primeiro álbum, obteve bom sucesso nas rádios. Foi uma das estreias mais bem-sucedidas da história da indústria fonográfica italiana. A primeira turnê durou três anos (de 1990 a 1993), com 250 apresentações pela Itália.

A consagração veio com o álbum Buon compleano,Elvis! (Feliz aniversário. Elvis), de 1995, que vendeu mais de um milhão de cópias. Ficou entre os mais vendidos por 15 meses, com cada uma de suas faixas tocadas nas rádios italianas. A partir de então, a carreira de Ligabue está em ascensão constante.

Ligabue e seus outros talentos. 

Além do carisma e das habilidades musicais que encantam fãs de todas as idades em todas partes do mundo, ele também se aventurou como diretor de cinema e escritor. Sua estreia no cinema foi com o filme Radiofreccia,1998, exibido no Festival de Cinema de Veneza e premiado com o David di Donatello em 3 categorias (Melhor Novo Diretor, Melhor Ator e Melhor Trilha Sonora Original) 2 prêmios Nastri d’Argento. Em 2002, o segundo filme Di zero a dieci (De zero a dez) não obteve o mesmo sucesso de crítica e de público.

Na literatura estreou com a coleção de contos Fuori e dentro il borgo, em 1998 (vencedor do prêmio Elsa Morante). Bons resultados também para os subsequentes:

releitura livre inspirada no original
Uma releitura minha do poster da turnê, livre-inspirada no original 🙂

o romance La neve se ne frega, (A neve não se importa) obtendo um sucesso notável; as poesias de Lettere d’amore nel frigo (Cartas de amor na geladeira) e a coletânea de contos Il rumore dei baci a vuoto (O ruído de beijos ao vácuo).
Grande apreciador do futebol, fã incondicional do Inter de Milão, compôs Urlando contro il cielo (Gritando aos céus) transformada num canto de torcida que ecoa constantemente nos estádios. Em outro de seus sucessos, Una vita da mediano (Uma vida no meio campo) cita o meio-campista do Inter e campeão na Espanha em 1982, Gabriele Oriali.
Em tradução livre, seria essa sua filosofia de trabalho: As pessoas que estão me ouvindo não me pertencem, são um empréstimo por um par de horas e eu tento dar-lhes a felicidade. Então o dia 20 de janeiro, às 21 horas, no Teatro Bradesco, em São Paulo, será uma celebração para quem já o conhece e a melhor oportunidade para quem ainda não teve esse prazer. Concordam e assinam os fãs.

Links relacionados:
http://www.ligachannel.com
http://www.barmario.ligabue.com
http://www.facebook.com/Ligabue
http://www.twitter.com/Ligabue
www. youtube.com/ligabue
http://www.warnermusic.it
en.wikipedia.org/wiki/Luciano_Ligabue
Fãs Brasil- https://www.facebook.com/groups/184937254914763
Evento- https://www.facebook.com/events/695094837264418
Com Pavarotti- https://www.youtube.com/watch?v=czbKaFLC_ns
Release produtora no  Brasil – http://goo.gl/uYBVvw

Àqueles que como eu, não se importam com a 1a. classe

Mais tentativa de versão “al modo mio” do @ligabue. Mesmo em pt-br é bom ouvir a fala do cara pra tentar captar seu jogo de palavras. Difícil pegar uma letra dele e não curtir o jogo. Dos “letrados” e “ligados” aceito sugestões de melhoras na tradução/versão. A todos sugiro ouvir o original: https://youtu.be/ZqS5MX3o9oA najanela
Pessoas como eu, acordam às três e dizem que os dias são curtos. E então aqueles como eu, despertam pela metade e permanecem com sonhos semi-abertos

Terá razão você, agindo ao seu modopara estar com quem vence, trocando de camisas. É ver o que já sabemos como é: Descansaremos só após a morte!

Todo mundo quer ir de primeira classe, com tudo que se deseja sendo ofertado pelo serviço de bordo. Todos com sua bebida na mão…
E embaixo o que se passa? Fora o que se passa?

Aqueles como eu, vão até onde dá.
Mas é como se nunca chegasse o tempo…
Com aqueles projetos e falhas que até nos fariam sentir mais satisfeitos.
Você deve ter razão em agir assim,
se fazendo de esperto, no mundo dos mais espertos
Mas é de se ver que nós já sabemos com é:
Não queremos lhes  causar distúrbios!
Todo mundo quer ir de primeira classe, com tudo que se deseja sendo ofertado pelo serviço de bordo. Todos com sua bebida na mão…
E em abaixo o que se passa?
Lá fora como está?
Todo mundo quer viajar de primeira
E  que a viagem não acabe mais!
Todos com assento na janela…
E em abaixo o que se passa?
Lá fora como está?
Lá fora como está?
Lá fora como está?
Nós somos aqueles a quem, pessoas como vocês não se propõem a pagar as bebidas
Por que somos aqueles que, é melhor se souber, tal como vocês, sempre nos equivalemos…
Por aqui todo mundo quer viajar de primeira! Todos com bebida na mão.
E em abaixo o que se passa?
Lá fora como está?
Original em italiano: Continue Lendo “Àqueles que como eu, não se importam com a 1a. classe”

prima e dopo il sogno c’è la vita da vivere, vivere.

Vieni qua che ti faccio vedere
dov’è il nostro pezzo di mondo.
Portati dietro un sorriso e un sospiro:
li userai.
Vieni qua che potrai galleggiare
a due dita soltanto dal fondo
ma, se ti mancherà l’aria, ti affitto
l’America.

ps: Curti demais a ferramenta de recorte do gbook!

Porque há sempre uma parte pra recitar

A canção é uma crônica genial que narra um encontro entre uma garota, talvez bonita,  talvez solitária, que num quarto ainda cheio de cartazes com referências  mais juvenis sugerem incógnita sobre sua verdadeira idade. Ali ela recebe um rapaz mais jovem e talvez mais ingenuo. Quem narra toda aventura que se desenrola é ele (seria autobiográfico?) que após passar dias observando pelas janela desejando-a,  enfim consegue o encontro. Ao longo da história a bonequinha revela-se implacável. O cara que chega junto todo confiante e se fazendo o maduro e descontraído (“O que você quer beber?”- “O que você tem aí, desde que seja forte”), é surpreendido num jogo inesperado (“Eu sei que se eu quiser eu posso ficar, mas não insista…) Até que bate o desespero (Vai! Abre essa porta! porta, porta, porta !… Eu quero abrir a porta, porta, porta, porta, porta!). Enfim se descobre quem manda no jogo.  E entre dominadora e dominado se resolvem numa mistura de murmúrios e balbucios.143964526966200

A dinâmica na narrativa do Ligabue é cativante e deliciosa!
Penso sempre nessa história contada numa roda de conversas ou mesmo num curta metragem.

Bambolina e Barracuda foi lançada por Ligabue em 1990.  Queria tê-lo conhecido desde lá.