para ler as claras

Que houve de 95 pra cá, que atingiu até a mim? Hiperdimensão do compartilhamento em redes orgânicas que dão visibilidade a questões pautadas por gente comum.

Vi um post sobre um pretenso livro infantil no FB e concordei com as mães indignadas.
Daí me surpreendi ao perceber o quanto complicado é lidar com as liberdades. E o quanto difícil é respeitar o outro em suas opções.

Deve haver solução salomônica pra atender as famílias e os interesses do outro.
O livro, originalmente foi lançado em 1995, dessa época até hoje, não achei compartilhada na web nenhuma reclamação. O autor, jornalista, com reconhecimento de obra e tals. Mas essa semana, 5 de julho, se não me engano, foi abordado numa postagem do FB num desabafo indignado de uma mãe que só atentou para o conteúdo da obra quando a filha, leitora do dito, se sentiu incomodada com o conteúdo e pediu para não ler mais.

Entendo a mãe, pois se você entra no site das livrarias, a Cultura por exemplo, a sinopse diz que o livro “reúne 25 poemas para o público infanto-juvenil. De forma lúdica e engraçada,[…] escreve sobre o dia-a-dia infantil como se estivesse brincando com a meninada no parquinho ou no pátio da escola.[…]“. Sério, se eu pegasse qualquer adulto brincando nesse nível psicológico com qualquer criança que eu conhecesse eu voaria no pescoço e de certo denunciaria para autoridades competentes.
O que me leva a outra questão relativa ao que é censura e ao que é cuidado com a adequação de conteúdos artísticos culturais por faixa etária.
Se cabe aos pais decidir, obrigasse então que tudo sja lido linha por linha? ou eles podem confiar nos editores, críticos e educadores? Porque, com sinopses assim, como perceber realmente a intensidade do texto na mente de uma criança, na conjuntura de uma família com compreensões culturais e religiosas x ou y?
Eu achei o livro tarja preta mesmo, devia vir com avisos, assim como em exposições censura livre com erotismo, nudez, violência ou o quer que seja.

Enfim, que bom que a copa não nos amortece por completo!

print parcial da postagem
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Pra quem tiver Facebook e quiser ler a postagem original e a repercussão nos comentários subjacentes, tá aí o link:

//POST Publicação by Janilda Prata.

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Autor: >Lila

jornalista, vicionauta, blogueira, muito interessada em educação e comunicação [social, visual, digital] (professora, aluna, pesquisadora, mãe, filha e avó em ordem randômica de tempo, espaço e sensações )

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