Xiaojing

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P” de la bible de Winchester

Piedade filial

Honrar ao pai e à mãe não é somente respeitá-los, mas também assisti-los nas suas necessidades; proporcionando-lhes o repouso na velhice; cercá-los de solicitude, como eles fizeram por nós na infância.

É sobretudo para com os pais sem recursos que se demonstra a verdadeira piedade filial.
Satisfariam a esse mandamento filhos que julgam fazer muito, aos lhes darem o estritamente necessário para que não morram de fome, enquanto eles mesmos de nada se privam?

 Fonte: ESE

Fiquei extremamente tocada pelo texto sobre Piedade Filial no ESE. Honrar pai e mãe, pontua o texto é uma obrigação incondicional, seja qual for a conduta dos pais, sendo “para com eles, de maneira mais rigorosa, tudo o que a caridade determina em relação ao próximo”. Inclui-se aí a indulgência, a gratidão, a paciência, a solicitude e “pequenas alegrias do supérfluo”. O texto ainda ressalva que essa devoção não esta limitada aos genitores, estendendo-se a qualquer um se incuba dessa função com devoção e abnegação. 
Pesquisando o tema na internet encontrei numa outra raiz, confucionista, um texto com o mesmo título: Piedade Filial.

Pois bem, a piedade filial é a raiz de toda virtude e o tronco do qual nasce todo ensinamento moral. Senta-te de novo e te explicarei a questão. Nossos corpos – cada fio de cabelo, cada fragmento de pele – nós herdamos de nossos pais e não devemos atrever-nos a danifica-los ou feri-los. Este é o começo da piedade filial. Quando formamos nosso caráter mediante a prática da conduta filial, para tornar famoso nosso nome nas idades futuras e glorificar com isso nossos pais, este é o fim da piedade filial. 

Fonte: Xiaojing

Ser filho numa lógica espiritualista é responsabilidade e compromisso assumidos antes do nascimento e que seguem por toda descendência. Por distinto que seja o referencial histórico entre o pensamento oriental e o cristão, ambas filosofias demarcam o dever do filho também como consciência e gratidão.

Para o confucionismo  os antepassados merecem ser venerados. Sendo a piedade vista ainda como um “tributo a todos os pais”  e a” todos os irmãos mais velhos que existem sob o céu”. Remete também a honradez, lealdade, cortesia e obediência com objetivo de harmonia e evolução coletiva.
Não adianta dizer que é fácil pra todo mundo lidar com todas os traumas e ressentimentos de relações familiares mal resolvidas. Mas o texto não fala do direito de ser filho ou da obrigação dos pais. No fim das contas é uma questão pessoal individualíssima de honra e de consciência livre de arrependimentos.

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Autor: >Lila

jornalista, vicionauta, blogueira, muito interessada em educação e comunicação [social, visual, digital] (professora, aluna, pesquisadora, mãe, filha e avó em ordem randômica de tempo, espaço e sensações )

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