Pequeno guia para reduzir suas chances de ser manipulado pelas redes sociais

Resolvi reproduzir este trecho da postagem da Ana Freitas [@ana_freitas] no Youpix Imagemporque acho que esse é o check-list básico de qualquer um que se aventura nos bits socializados nas redes do ciberespaço e mesmo nas ágoras do mundo físico. Acrescento uma primeira sugestão: Controle o impulso de compartilhar tudo. Antes de repassar qualquer informação, pense duas, três vezes. Se não quiser/puder conferir a veracidade então não poste. Autocontrole ajuda a sanear a timeline.

– Leia mais que o título antes de compartilhar ou comentar

Eu sei que você faz isso. Todo mundo faz de vez em quando, talvez no afã de querer ser o primeiro a compartilhar algo que parece incrível. Mas se você não ler o que está escrito na matéria antes de compartilhá-la, corre o risco de endossar algo em que não acredita ou recomendar algo que não é tão bom assim, induzido ao erro por um título impreciso ou sensacionalista. Também vale pro ímpeto de comentar: deveria ser óbvio, mas não vale comentar um texto se você só leu o texto. É como dizer “não ouvi nada que você falou, mas não concordo”: você pode até fazer isso, mas soa um pouco idiota.

– Duvide do que vem sem fonte

Sabe aquelas imagens que vem com uma notícia ilustrada mas nunca com um link? São grandes as chances de que a notícia seja mentira. É fácil criar uma imagem, escrever qualquer coisa e postar na internet. Difícil é provar que aquilo é verdade ou explicar de onde veio.

– Opte por fontes em que você já acredita e confia

Claro que cada veículo da grande mídia tem uma agenda, isso é, um viés ideológico. Alguns veículos o declaram abertamente, e isso é o melhor que pode acontecer. Outros não são tão honestos. Mas veículos grandes tem chances menores de veicularem informações mentirosas porque costumam seguir um protocolo de apuração, que costuma consistir em conversar com todos os envolvidos na notícia. Além disso, com o maior alcance, a responsabilidade aumenta: um jornal ou revistas grandes tem mais chances de terem que se explicar caso sejam acusados de veicular informação mentirosa.

– Duvide de informações muito bombásticas em veículos pequenos

Se um site pequeno e desconhecido diz que um candidato roubou um pacote de bolacha em um supermercado, você não acha que uma acusação desse tipo sairia também em um veículo grande? É importante ficar alerta e duvidar sempre, mas esse papo de “a grande mídia esconde tudo” é muito extremista e se tornar conspirador pode te deixar paranoico. Se não saiu em nenhum outro lugar, provavelmente é mentira.

– O outro lado

Esse é simples: se ler que alguém fez alguma coisa, certamente a pessoa tem a versão dela pra história. Se o contexto envolver mais de duas pessoas, busque a versão de todas elas. Tente ler sobre quem são, o que fizeram, seus antecedentes.

– Clique com o botão direito e procure a origem da imagem

No Chrome, se você clicar com o botão direito em cima de uma imagem, pode fazer uma busca reversa no Google e descobrir de onde ela veio. Isso pode ser útil pra desmascarar fotos que dizem fazer parte de um contexto mas, na verdade, são parte de outro (como aquela do ex-presidente Lula lendo um livro de ponta-cabeça – é uma montagem, mas a versão mais conhecida é a foto manipulada).

 

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Autor: >Lila

jornalista, vicionauta, blogueira, muito interessada em educação e comunicação [social, visual, digital] (professora, aluna, pesquisadora, mãe, filha e avó em ordem randômica de tempo, espaço e sensações )

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