Tchau Pai.

pai

Nem pensei que pudesse sentir a tristeza que estou sentindo.
É dura, seca, intensa e irracional.
Eu, de tudo que me engasgo, de avalanches de sentimentos misturados, me arrisco a um epitáfio:
Lutou a pior das lutas que um ser humano pode enfrentar: Aquela contra si mesmo.
A despeito de todas suas batalhas perdidas, cicatrizes e consequências de suas imperícias por anos; marcando definitivamente a si e aos seus; um dia pôde se domar. Venceu.
Resignado com o que lhe sobrou, tentou construir o que podia para o adiante.
Não sei falar de tempo nem de memórias. Pouco as tenho.
Não foi pobre coitado.
Solícito, não negava apoio aos aproximados.
Dos conviventes só escuto estórias e depoimentos de gratidão.
Não recitava lamúrias.
Não negava socorro.
Morreu ajudando, trabalhando.

É isso aí seu Joaquim. Valeu o reencontro pai.

Fica com Deus e se cuida agora.

https://umponto.wordpress.com/2011/08/14/joaquim/

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Autor: >Lila

jornalista, vicionauta, blogueira, muito interessada em educação e comunicação [social, visual, digital] (professora, aluna, pesquisadora, mãe, filha e avó em ordem randômica de tempo, espaço e sensações )

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