das obviedades que insistimos em não fixar

Ao fim do horário de verão (que eu sempre adorei e que tantos outros odeiam) de certa forma define-se também o encerramento do ciclo dionísico generalizado, vivido em virtudes e vícios desde outubro passado.
Umas espeguiçadas, uns dengos, café da manhã na rua, umas corujadadas na Batatinha, a rotina de apagar spams e depois planejar o básico do “daqui pra frente”. Vida e rio…seguem o leito.
…ooo…
Tem uns powepointizinhos que iscam e expressam  uns suspiros engastalhados em manhãs preguiçosas, de um domingo ensolarado como hoje, frente a novos ciclos. Que venha, façamos um ano novo!

..

Por muito tempo eu pensei que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade. Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de começar a viver, um trabalho não terminado, uma conta a ser paga.
Aí sim, a vida de verdade começaria.
Por fim, cheguei a conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade.
…não existe um caminho para a felicidade. Essa perspectiva tem me ajudado a ver que…
A felicidade é o caminho! Assim, aproveite todos os momentos que você tem. E aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar, especial o suficiente para passar seu tempo…
…e lembre-se que o tempo não espera ninguém. Portanto, pare de esperar até que você termine a faculdade; Até que você volte para a faculdade;
Ou…
…até que você perca 5 quilos…
…até que você ganhe 5 quilos; até que você tenha tido filhos; até que seus filhos tenham saído de casa; …até que você se case; até que você se divorcie; Ou…
…até sexta à noite;
…até segunda de manhã; até que você tenha comprado um carro ou uma casa nova;
…até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos;
…até o próximo verão…
…outono…
…inverno…
até que você tenha terminado seu drink;
…ou até que você esteja sóbrio de novo;
…até que você morra; E decida que não há hora melhor para ser feliz do que…
AGORA MESMO!!!
Lembre-se:

“Felicidade é uma viagem, não um destino”.
“Quem tem um porquê viver, encontrará, quase sempre o como.

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Autor: >Lila

jornalista, vicionauta, blogueira, muito interessada em educação e comunicação [social, visual, digital] (professora, aluna, pesquisadora, mãe, filha e avó em ordem randômica de tempo, espaço e sensações )

2 comentários em “das obviedades que insistimos em não fixar”

  1. Muito bonito e funcional este texto. De um momento para o outro, tornamo-nos refém da ideologia da vida organizada, e fomos nos despojando do prazer de viver cada momento da rota existencial. Abrimos mão do prazer do viver partilhado da vida cotidiana, para definir metas e prazos para ser feliz. Gostei. Parabéns a quem o escreveu.

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