BELO É O MUNDO

Algumas lembranças ficam passeando pela memória acariciando o pensamento. Essa poesia convive comigo desde meus 12, 13 anos, quando a declamei numa aula de Língua Portuguesa. A musicalidade, o ritmo, a pausa e a permanência me encantaram, mas findou-se o ano escolar e nunca mais vi o livro. Hoje tasquei os trechos que lembrava no gbooks e recuperei-a inteira. Compartilho.
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Belo é o mundo.
Belos os campos, vales e cidades.
Mas cega é a carne.
E cega é a alma.
Belo é o azul, e belo o sol e as noites estreladas.
Mas frágil é o homem.
E estranho seu destino.
Instantes há contudo em que
integrado na geral plenitude,
eterno é o homem,
pairando sobre as coisas.
Alphonsus de Guimaraens Filho [Absurda fábula, 1973, P.58]
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Autor: >Lila

jornalista, vicionauta, blogueira, muito interessada em educação e comunicação [social, visual, digital] (professora, aluna, pesquisadora, mãe, filha e avó em ordem randômica de tempo, espaço e sensações )

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