amor

desenho de http://dudadaze.blogspot.com

A vida inteira fui uma manteiga derretida. Ultimamente tava meio seca, considerando meus padrões, ainda mais com filmes.
Sempre assisto de teimosa porque gosto de ir até as últimas letrinhas do crédito e não tava sendo diferente outro dia a tarde. Sozinha na sala. Cada filho em um PC, o marido estudando, fui curtir meus 90 minutos de alienação.
Era um daqueles românticos americanos, cheio de histórias cruzadas, romances melosos e tals, quase “muito” clichê, com um elenco bastante famoso. E eu lá, me entretendo tranquila até o desfecho enrolado, quase chato e previsível. Daí de repente, uma única cena me desaba. E começo a minar lágrimas sem controle.
Uma cena curta, mas que a mim deu todo sentido que cabia na palavra amor. Um abraço de saudade entre uma mãe e um filho.
Praticamente uma rasteira na minha frieza.
Veio a tona em mim toda a saudade que já senti das minhas crias por toda vida.
Angústia do tempo que viajava em pé, por mais de 10 horas, para passar apenas um dia junto. Sem saber se poderia retornar na outra semana.
Foi forte.
Que bom hoje te-los aqui por perto sempre.

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Autor: >Lila

jornalista, vicionauta, blogueira, muito interessada em educação e comunicação [social, visual, digital] (professora, aluna, pesquisadora, mãe, filha e avó em ordem randômica de tempo, espaço e sensações )

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