subway science. 500 anos

Mapa clicável com o perfil dos cientistas que estão listados como parte decisiva no progesso da ciênci. Como o próprio autor lembra, é um protótipo em constante reconfiguração.

Uma leitura sobre o progresso sobre a ciência moderna, usando a metáfora de um mapa de metrô, especificamente o de Londres, mostra o quanto intrincadas são as conquistas do método científico. O consultor em TI, Crispian Jago, aparentemente sem grandes expectativas proporcionou com sua criativa ideia uma percepção bastante inspiradora sobre a complexa rede da ciência.

A intenção era mostrar as principais ideias do Iluminismo e da modernidade e como elas evoluíram a partir da idade da razão. A versão 2.1 permite que ao passar mouse sobre cada nome,  se  abra um minicurrículo de cada cientista.  Com um clique é possível acessar os detalhes da Wikipédia.

O ponto zero do mapa parte de uma “estação central”: A ciência pré-moderna.  Nos percursos, conta com mais ou menos 500 nomes de cientistas. Cada um é uma estação de um dos dois ramo principais: ciência natural e ciência formal.

Na versão 2.1 do mapa, são 12 linhas (filosofia natural, física e mecânica quântica, astronomia e cosmologia, história natural, geologia e paleontologia, microbiologia e biologia, psicologia e farmacologia, biologia evolucionária, genética, alquimia, química e matemática e computação).

Claramente arbitrário e empiricista, conforme confessa o autor em seu blog, o mapa incluiu, além dos cientistas que deixaram contribuições significativas para a compreensão do mundo tal como vemos atualmente, muitos nomes que contribuíam muito através da comunicação e popularização da ciência. Sobre seu recorte justifica que sem esse perfil da paixão, entusiasmo e habilidade preciosa de um conjunto de comunicadores da ciência como Carl Sagan, muitos dos  jovens cientistas responsáveis pelos os futuros avanços da humanidade, nunca teriam sido inspirados por esse caminho.

Das coisas mais interessantes do projeto , na minhas opinião, está  a descrição do processo de desenvolvimento do projeto do mapa feita pelo autor. Modestamente deixa transparecer um espírito colaborativo que acata contribuições e disponibiliza seu método criativo de forma honesta. A cada versão que esboça, linhas e estações são redirecionadas, apagadas, inseridas. Muitas vezes um nome que ficou conhecido vinculado a determinada área do saber se revela, ao longo do mapeamento, como catalizador de vários outros saberes e estimulador de novos caminhos. No ajuste bidimensional dos percursos, muitos nomes e campos de conhecimento foram deixados de lado, simplesmente em nome da objetividade. Algumas áreas como a filosofia, já são promessas para um outro mapa. Como o próprio conclui: A realidade não é tão clara como o meu mapa simplificado.

O método e o processo podem ser acompanhados pelas postagens de Jago em seu blog: 2.0, origem, 1.0

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Autor: >Lila

jornalista, vicionauta, blogueira, muito interessada em educação e comunicação [social, visual, digital] (professora, aluna, pesquisadora, mãe, filha e avó em ordem randômica de tempo, espaço e sensações )

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