Porque há sempre uma parte pra recitar

A canção é uma crônica genial que narra um encontro entre uma garota, talvez bonita,  talvez solitária, que num quarto ainda cheio de cartazes com referências  mais juvenis sugerem incógnita sobre sua verdadeira idade. Ali ela recebe um rapaz mais jovem e talvez mais ingenuo. Quem narra toda aventura que se desenrola é ele (seria autobiográfico?) que após passar dias observando pelas janela desejando-a,  enfim consegue o encontro. Ao longo da história a bonequinha revela-se implacável. O cara que chega junto todo confiante e se fazendo o maduro e descontraído (“O que você quer beber?”- “O que você tem aí, desde que seja forte”), é surpreendido num jogo inesperado (“Eu sei que se eu quiser eu posso ficar, mas não insista…) Até que bate o desespero (Vai! Abre essa porta! porta, porta, porta !… Eu quero abrir a porta, porta, porta, porta, porta!). Enfim se descobre quem manda no jogo.  E entre dominadora e dominado se resolvem numa mistura de murmúrios e balbucios.143964526966200

A dinâmica na narrativa do Ligabue é cativante e deliciosa!
Penso sempre nessa história contada numa roda de conversas ou mesmo num curta metragem.

Bambolina e Barracuda foi lançada por Ligabue em 1990.  Queria tê-lo conhecido desde lá.

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Autor: >Lila

jornalista, vicionauta, blogueira, muito interessada em educação e comunicação [social, visual, digital] (professora, aluna, pesquisadora, mãe, filha e avó em ordem randômica de tempo, espaço e sensações )

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