amarras

Velocidade. Presença. Interação. Integração. Sobra espaço para ação? Estou aqui pensando sobre este frenesi da micropostagem. Algumas vezes lembra o disk mensagem telefônico da década de 80, quado a linha cruzada e aberta permitia muita gente  falando, falando.  O interesse  era conhecer gente nova, marcar encontros, passar trote. O nível era muito mais da relação interpessoal.  Olho o globinho do twittervision, do flickvison, girando, girando, com frases e imagens descontextulizadas da interlocução em tempo e espaço e fico pesando como cada um dos observadores configuram tantas informações, como triam e o que absorvem e recompartilham. Uma experiencia social ou de individualidades?
Li depoimentos de 140 cc que dão conta de como várias pessoas se sentiram desamparadas quando o serviço caiu. O que fez falta? Ser lido? Ler? Será a sensação de ser parte? Algumas pessoas postam  praticamente a cada hora das 24 do dia. Como se concilia isso com a rotina. Que síndrome de pertencimento é esta?

Em épocas pré-modernas o tempo era medido por tarefas realizadas e o lugar das mesmas. Na modernidade tal não ocorre. A uniformização do tempo, universalização dos calendários, medição mecânica. A descontinuidade de espaço tempo cria condições para alteração das relações sociais. G. Cardoso

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Autor: >Lila

jornalista, vicionauta, blogueira, muito interessada em educação e comunicação [social, visual, digital] (professora, aluna, pesquisadora, mãe, filha e avó em ordem randômica de tempo, espaço e sensações )

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