subjetividades cognitivas

Decididamente esse “Futuro” que vivemos já não é aquele que se imaginou que seria… Nossas cartilhas e leis, as certezas, as relações, a aprendizagem, o próprio futuro, metamorfoses ambulantes. Passeando pelo blog DeMatar me deparei com o texto “Leitura e Escrita na Era das Mídias” do Sérgio Luiz A. da Rocha, Doutorando ProPEd/UERJ que faz uma ótima reflexão desse momento tão precioso de tomar consciência das tantas subjetividades que nos compõem. (nem vou puxar link, quem quiser ler tudo, e é muito bom, googla, ou vem pelo post original)

Sem fazer apologia das transformações em curso ainda na década de 30, Benjamin afirmava que: “no interior dos grandes períodos históricos, a forma de percepção das coletividades humanas se transforma ao mesmo tempo em que seu modo de existência”. (Benjamin, 1994a, p.169). Tal afirmação nos leva a refletir sobre a constituição de uma cultura cada vez mais centrada na imagem e na crescente disponibilidade de meios técnicos de mediação das relações sociais sem percebê-los como simples deformação ou degeneração de formas mais nobres de percepção da realidade.
delicado...
As novas gerações convivem com esta proliferação de imagens e de novas tecnologias. Na realidade, as pessoas na faixa de 40 de idade já constituíram sua subjetividade em grande parte a partir do contato com a telinha. O mesmo fenômeno pode ser analisado do ponto de vista das novas tecnologias e da relação das novas gerações com elas. Pereira (2003) afirma que, enquanto as gerações mais antigas possuem uma relação com a tecnologia que é marcada muitas vezes pela incapacidade, pela dúvida ou mesmo pela angústia, as novas gerações às vivenciam como cultura. Assim, constituem-se novas formas através das quais é constituída a subjetividade dessas novas gerações.
As gerações mais velhas muitas vezes admiram esta habilidade das novas gerações em circular com facilidade neste mundo de tecnologias, produtos e programas. Programar um vídeo, lidar com o computador, navegar por sítios na Internet, dominar o linguajar da informática: web, blog, orkut, postar, etc. Tal admiração não raro vem acompanhada de um discurso de assumida incapacidade de lidar com estes meios. Tal reação reforça um fosso que separa as diferentes gerações.

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Autor: >Lila

jornalista, vicionauta, blogueira, muito interessada em educação e comunicação [social, visual, digital] (professora, aluna, pesquisadora, mãe, filha e avó em ordem randômica de tempo, espaço e sensações )

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