Explique aos seus filhos e aos filhos dos seus filhos sobre a importância da liberdade

25 abril-dia da libertação.

Lapide em Piazza Matteotti 31- Scandicci, Firenze

LEMBRE-SE,
ó cidadão, desta data
e explique-a aos seus filhos
e aos filhos dos seus filhos,
Conta-lhes
Como um povo em revolta
se libertou um dia do opressor
E diz-lhes sobre
os mil e mil gestos daqueles valorosos homens
Que sobre montanha , nas aldeias e em toda parte
barraram o campo ao invasor
Não esqueça-se dos mortos,
Nem esqueça de dizer
O que foi o FASCISMO
E o nazismo
E da GUERRA lembr-lhes:
das ruínas, dos massacres, da fome e da pobreza
dos estrondos das bombas, do choro das mães
lembre-se de BUCHENWALD (campo de concentração na Alemanha)
As câmaras de gás, os fornos de cremação.
E tudo isso, explique aos seus filhos
E aos filhos dos seus filhos
não para que durem o ódio e a vingança
Mas para que
SAIBAM QUAL IMENSO BEM É A LIBERDADE.
Ensina-os  a amá-la
E a preservar intacta
E defende-la SEMPRE.


25 abril é uma data super significativa para a Italia e para Portugal.

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Venturis venti

Candangos e o Panteão da Pátria, monumento à liberdade e à democracia. Símbolos a serem reverenciados de forma reflexiva no 21 de abril.

Candangos e o Panteão da Pátria, monumento à liberdade e à democracia.
símbolos a serem reverenciados de forma reflexiva no 21 de abril.

O lema de Brasília, aniversariante do dia, é “Aos ventos vindouros”.  E que bons ventos nos refresquem e nos  animem sempre nessa cidade tão maltratada. Do latim também vem o lema da conjuração mineira que adaptado de Virgílio virou Liberdade antes que tardia. Ambos lemas tem em comum uma curiosa incompletude, como se seus criadores implorassem as futuras gerações o complemento adequado. “Et quæ tanta fuit Romam tibi causa videndi?”
Libertas, quæ sera tamen, respexit inertem,
(Candidior postquam tondenti barba cadebat,
Respexit tamen et longo post tempore venit,
Postquam nos Amaryllis habet, Galatea reliquit.”
“E qual foi o forte motivo para visitares Roma?”
Liberdade que me viu ocioso, embora tarde, Quando a barba, que fazia, já caía mais branca; Olhou-me, contudo, e me chegou depois de longo tempo, Quando Amarílis me tinha e Galateia me deixou.

Copiado do blog Historiante: Entre os personagens mais citados no período republicano, Tiradentes é uma espécie de símbolo libertário. Mas, quanto disso pode ser realmente factível?
No ano de 1789, um movimento importante acontecia na região das Minas Gerais, composto por uma pequena elite de Vila Rica, atual Ouro Preto, contra o domínio português. As reuniões aconteciam sempre em lugares secretos, na calada da noite, e a cada dia, contavam com um número maior de integrantes. A maioria era pertencente às classes mais ricas de lá, mas havia também quem viesse das camadas populares e, principalmente, militares de baixa patente. Leia mais ›

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adiemus

Voltei a ouvir essa música por conta de um link de corrente no whastsapp. Já conheci, mas nunca tinha me atentado pra história dela.
Na wikipedia, li que originalmente foi criada como parte de uma peça publicitária para um anúncio de TV da companhia aérea Delta.E deu origem a um grande projeto do compositor contemporâneo, Karl Jenkins, considerado um dos mais versáteis e aclamados do País de Gales
O álbum de 1994 Adiemus: Songs Of Sanctuary, foi descrito pelo autor como uma obra do tipo coral prolongado com base na tradição clássica europeia, mas onde o som vocal é mais semelhante “world music”. (fonte: BBC)
A língua usada no Adiemus foi inspirada no estudo da língua dos “maoris” da Nova Zelândia. Na verdade a vocalização não tem sentido em palavras de nenhum idioma, é “linguagem” inventada”por Jenkins. São sons com o objetivo gerar um sentimento bom.

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Ela não era “golpista”. Não era “reacionária”. Não era “anti-pobre”. Não era eleitora do Bolsonaro.

Essa crônica copiei do FB do Pablo Villaça . Diz muito do que cada um de nós brasileiros, seja qual for a tendência politico partidária, tem sentido diariamente. Não tá fácil, mas ainda assim depois de todo essa crise, implodindo-se  ou não executivo, legislativo, judiciário e demais atores, seremos ainda OS BRASILEIROS. E sem outra alternativa (ame-o ou deixe-o), com o que tiver a mão, teremos de reconstituir nosso país.
Update: Podia ser também: Elx não era “comunistx”. Não era “revolucionárix”. Não era “anti-burguês”. Não era eleitorx do Lula.
Segue o textão:
Ontem, algo inesperado ocorreu. Fui a uma consulta e, depois do exame físico, quando retornamos à mesa da médica, ela perguntou casualmente:
– E essa baderna do PT, hein?
Respirei fundo. Alguns dos motivos que haviam me levado até ali eram justamente os sintomas de estresse potencializados, sem dúvida, pela crise política (em particular, uma crise de uveíte anterior que insiste em retornar). Aliás, alguns dias antes, em consulta com outra (ótima) profissional, uma pergunta parecida havia sido feita e resultado numa discussão exaustiva.
g4738Por alguns segundos, pensei em responder com um evasivo “Pois é”.
Mas só por alguns segundos. Se fugimos do debate, perdemos antes de começar. Assim, respondi que não achava aquela uma boa maneira de descrever o que estava acontecendo e mencionei os vários desmandos recentes do juiz Moro.
Ela me olhou com espanto:
– Você não gosta do juiz Moro? Eu sou louca por ele! Olha, depois de ver o Fantástico ontem, até tive vontade de mandar flores pra ele lá em Curitiba!
– O Fantástico explicou que divulgar grampos é ilegal? Que a mesma atitude resultou no afastamento do Protógenes em 2007?
– Hein?
– O Fantástico explicou que ele grampeou 25 advogados? O que é crime, pois as conversas entre advogados e clientes são protegidas? E que ele ainda listou os telefones como se eles trabalhassem para uma empresa do Lula, não para um escritório de advocacia?
– … Ah, Pablo, mas alguém tem que fazer alguma coisa pra acabar com essa corrupção toda do PT. Eles roubaram a Petrobrás c…
– Doutora, a sra. sabia que o próprio Fernando Henrique admitiu, na autobiografia, que havia sido informado sobre corrupção na Petrobrás e não fez nada por questões políticas?
– Não, eu não tô falando que o PT inventou a corrupção.
De repente, percebi algo estranho: ela não havia elevado a voz em nenhum momento. Não havia se expressado com raiva. Se havia algo em sua voz, era cansaço.
– É que eu não entendo esse povo que vai em manifestação pra defender a Dilma. – ela disse – Parece até que eles gostam de ser roubados.
– Eu fui sexta. A senhora acha que eu gosto de corrupção? Que aprovo? Que acho aceitável?
– Então foi por quê? Eu não consigo entender todo mundo de vermelho, defendendo um partido corrupto.
– Concordo com a senhora em um aspecto: eu realmente acho que seria, de um ponto de vista de imagem, mais interessante se houvesse mais cores nas manifestações. O vermelho é uma cor associada à esquerda antes de ser ligada ao PT, mas as coisas acabam se confundindo. Por outro lado, se as pessoas querem ir de vermelho, qual é o problema? O que é absurdo é ter gente apanhando por usar vermelho.
– Não, eu também não concordo com isso. Mas então me explica: por que você foi à manifestação?
Era uma pergunta genuína. Ela REALMENTE queria ouvir a resposta. E uma resposta detalhada foi o que ofereci. Apontei o fato de Dilma não ter sido acusada de crime algum; expliquei o que são as tais “pedaladas fiscais”; ressaltei que Temer e Cunha, os próximos na linha de sucessão, já foram acusados várias vezes e que Cunha, em particular, se tornaria na prática o vice-presidente (por incrível que pareça, ela não sabia); comentei o fato de que todas as vezes em que alguém da oposição era denunciado a investigação não ganhava continuidade e, finalmente, relembrei como na época de FHC nada era investigado e muito menos punido.
Ela concordou que Dilma não parecia interferir nas investigações. “Mas ela é péssima presidente”, ressaltou.
– Doutora, eu poderia passar a tarde inteira aqui discutindo tudo o que Dilma fez que já me decepcionou profundamente. Mas isso não é motivo de impeachment.
– Mas alguma coisa tem que ser feita. Pelo menos, o Brasil está sendo limpo.
– A senhora quer apostar quanto que, Dilma caindo, a Lavajato chega ao fim um ou dois meses depois? A oposição não tem interesse algum em ver as investigações continuando. Porque quanto mais a coisa volta no tempo, mais politicos dos outros partidos aparecem. A senhora notou como a conta da família do Aécio estava começando a aparecer e que agora ninguém fala mais?
Isto nos levou a uma pequena discussão sobre a mídia que não repetirei aqui. Em resumo: ela falou dos grampos e perguntei se ela havia ouvido na íntegra. Ela admitiu que não e sugeri que o fizesse. E completei:
– A senhora, aliás, não precisa acreditar em nada do que eu falei. Confere tudo no Google depois.
E foi aí que ocorreu algo que tornou a conversa memorável mesmo sendo uma repetição da mesma discussão que já tive tantas vezes: os olhos dela se encheram de lágrimas.
– Então o que você está dizendo é que não tem jeito pro Brasil. Que nada vai mudar, que tudo vai continuar do mesmo jeito.
Ela disse isso com uma voz rouca, trêmula.
(E aqui preciso fazer uma pausa para apontar algo que já havia me chamado a atenção: o consultório e a recepção da médica – uma profissional excepcional, diga-se de passagem – era repleto de imagens de Nossa Senhora e de versículos, além de trazer muitas reproduções de um certo personagem da ficção que não mencionarei para que ela não seja identificada. Isto já havia me levado a pensar que ela tinha uma certa… não sei dizer… ingenuidade? Inocência? Enfim: algo que se completava em seu tom de voz, que parecia frágil, quase infantil, embora ela provavelmente seja um pouco mais velha do que eu.)
Fiquei sem saber o que dizer. Ela, então, respirou fundo, riu e passou a me explicar quais exames eu deveria fazer antes de retornar para outra consulta. Quando ela terminou, falei:
– Eu só queria completar a nossa conversa dizendo duas coisas: primeiro, que é justamente por saber que a oposição quer manter as coisas como estão e ainda jogar toda a culpa para cima da esquerda que eu fico tão frustrado. E segundo: obrigado por ouvir sem brigar. É tão raro isso hoje em dia que só de conseguir falar sobre política com alguém que tem posição diferente e não ouvir gritos eu já fico feliz.
– Eu acho importante ouvir o que as pessoas têm pra dizer. E você me falou um monte de coisas hoje que eu nunca tinha pensado. Vou ter que pensar nisso. Não sei se vou concordar com você, mas…
Embora aquela tivesse sido minha primeira consulta (ela já atende pessoas da família há anos), eu a abracei e disse que tinha sido um prazer conhecê-la.
E saí do consultório muito, muito, muito feliz – e cheguei a comentar isso ontem no Twitter.
Esta felicidade vinha não só da constatação de ter conseguido expor um pouco do lado da esquerda para alguém que não parecia receptiva a isso, mas, principalmente, por ter tido meus olhos abertos por ela.
Ela não era “golpista”. Não era “reacionária”. Não era “anti-pobre”. Não era eleitora do Bolsonaro. Era simplesmente uma pessoa que, guiada pela mídia, sinceramente acreditava que as intenções de Moro e da oposição eram as mais nobres possíveis e que o PT e o governo estavam, por si só, “destruindo” o Brasil.
Era, enfim, alguém com quem o diálogo era possível e que, mesmo que não mude de ideia, ao menos terá uma visão um pouco mais complexa acerca do que está acontecendo no Brasil.
Ao final, havíamos passado mais tempo conversando do que envolvidos numa consulta médica propriamente dita. Todo o papo durou uns 40 minutos, no máximo.
Mas saí me sentindo como se houvesse sido medicado. E, de certa forma, fui.

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sobre poder do povo na casa do povo

Se é por Brasil livre da corrupção, e sendo a linha de sucessão: Temer, Cunha e Renan. Não é mais coerente  primeiro fazer pressão por um Congresso limpo?

Com a força das ruas não seria possível exigir um Congresso Nacional ao menos basicamente saneado e atento? E que tem a obrigação de respeitar os seus eleitores?
Quem tá na rua podia ir além das palavras de ordem e do louvável enxotamento das manifestações dos aproveitadores, -destes, que gostam de fazer cena nos plenários enrolados na nossa bandeira, – e usar o poder que já está demonstrado para pressionar.
Que antes de qualquer impeachment, que seja feita uma rigorosa faxina no Congresso Nacional.
A despeito da melhor das intenções da grande maioria que vai as ruas, tem os que se põem como líderes, desejando que os holofotes fixem apenas o executivo, enquanto permanecem urdindo nas sombras do legislativo e brechas do judiciário, torcendo que as investigações em curso sejam proteladas ou mesmo esquecidas. Qualquer partido que sejam, fique claro.

Sobre Sucessão e substituição na wikipédia, mas pode ser na CLF também#foracunha

Cunha

Sessão extraordinária para processo de eleição da comissão inicial do impeachment. Presidente da Câmara, dep. Eduardo Cunha (PMDB-RJ)
Data: 17/03/2016 Foto:Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados


http://www.portaleduardocunha.com.br/


O movimento Vem Pra Rua criou um site mapeando todos os deputados que são a favor, contra e indecisos sobre o processo de Impeachment.
Nele, contém todos os dados dos deputados: telefone, facebook, e-mail, de qual estado ele é, evolução patrimonial, bens declarados, doadores de campanha e votação nas cidades em 2014.
Mapa do Impeachment : http://mapa.vemprarua.net/

Se é pra se é pra informar e mobilizar a população, não faltou lá no mapa, a ficha judicial com processos, condenações e absolvições ?
COMPLEMENTANDO: Deputados da comissão do impeachment sob investigação (Congresso em foco)


Partido nenhum representa o Brasil hoje. Muito menos os que se omitem.  

É BRASILEIRO? Ama o BRASIL?
Não escolha a violência.
Todos tem o direito se manifestar ou não.
Na dúvida, respeite.

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Para os dias onde se harmonizar é a única alternativa

Canto Gregoriano
Minha sugestão é: Grave uma sequencia como essa no mp3- pra não depender de conexão; coloque o fone nos ouvidos, e deixe rolar em looping. Se estiver em casa, se aconchegue em algo que lhe faça bem. Se estiver no trabalho, deixe o som numa altura moderada, que permita o contato normal com os outros, deixe a música fluir e siga suas atividades.
Se estiver dirigindo aumente o som e observe o mundo de fora se moldar aos sons. Relaxe.
Tem hora que é necessário respirar fundo e se entregar para um scandisk

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Do punho dos mestres

E naqueles dias de IDA, era com xerox da xerox. da xerox, da xerox da compilação de uma edição preto e banco, em espanhol ou inglês. E mesmo assim nos encantava.

Hoje  praticamente tudo que se deseja está online. Super acessível.

A Monoskop [http://monoskop.org/Bauhaus#Books], por exemplo, avisa que tem uma coleção fantástica de  obras dos mestres da Bauhaus pra download. 

Pelos princípios da Bauhaus, no início do século XX (1919), vários artistas e designers experimentaram maneiras de reimaginar o mundo material, criando e reconfigurando percepções visuais e objetos variados, para que fossem úteis, agradáveis esteticamente e adequados ao mundo industrializado que se desenvolvia. 

7. Neue Arbeiten der Bauhauswerkstätten , 1925. 115 p., 23 cm. Baixar (118 MB).
8. L. Moholy-Nagy, Malerei, Fotografia, Filme , 2ª ed., 1927. 140 p., 23 cm. Baixar (131 MB).
9. Kandinsky, Punkt und zu Linie Fläche: Beitrag zur Analyse der malerischen Elemente.., 1926. 190 p, 23 cm download (134 MB).

1. Walter Gropius (ed.), Internationale Architektur , 1925. 111 p., 23 cm. Baixar (111 MB).

2. Paul Klee, Pädagogisches Skizzenbuch , 1925. 50 p., 23 cm. Baixar (33 MB).

4. Die Bühne im Bauhaus , 1924. 84 p., 23 cm. Baixar (72 MB).

10. JJP Oud, Holländische Architektur , 1929. 107 p., 23 cm. Baixar (89 MB).

11. Kasimir Malewitsch, Die Welt gegenstandslose , 1927. 104 p., 24 cm. Baixar(84 MB).

12. Walter Gropius, Bauhausbauten Dessau , 1930. 221 p., 23 cm. Baixar (222 MB).

É possível baixar todo o conjunto em um único arquivo ZIP a partir daqui . Graças a Gabriel Benderski. (29 de agosto de 2014).

E Open culture traz mais dicas:

Klee Notebooks 3

o Zentrum Paul Klee disponibilizou on-line quase todas as 3.900 páginas de apontamentos pessoais de Klee.

“Obras são considerados tão importantes para a compreensão da arte moderna que são comparadas à importância que   O Tratado de Pintura de Leonardo teve para Renascença”, segundo Monoskop, que também cita o crítico Herbert Read, que descreveu o trabalho de Klee como “a apresentação mais completa dos princípios do desenho já feito por um artista moderno – o Principia Aesthetica de uma nova era da arte, uma posição comparável à Newton para a física “.

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O que perguntam sobre o Brasil e os brasileiros?

Já ouvi perguntas e também depoimentos sobre dúvidas desse padrão.
Tipo:
Mas onde estão os índios?
Já ouvi perguntarem se de SP a Amazônia leva umas 6 horas.
Noutra ocasião, vi a pessoa fotografando Brasília loucamente pois, se apenas narrasse o visto, ninguém acreditaria.
Já perguntaram se todo brasileiro era preguiçoso…
Se surpreenderam de “Como ser brasileiro e não saber sambar” (!!) ; de brasileiro saber operar computador, fazer cálculos…
Já soube de abordagens nada elegantes de homens “ditos educados” que mudaram abusivamente a postura quando a mulher com quem dialogavam cortesmente se identificavam como brasileira. (Vuoi fare l’amore? arrgh)
Imagino que esses estranhamentos podem ocorrer com praticamente todo estrangeiro e penso que somente o brasileiro pode mudar muito das distorções em relação ao comportamento e as características do brasileiro.
Constrangedor ser pego frente a algumas dessas situações.
Entretanto, em grande parte dos casos, quando o gringo convive realmente conosco, gente comum, além de ser surpreendido positivamente, passa admirar e propagar como realmente somos. Buona gente.

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Deliver us from evil or: Oh, mama, però non riesco a capire il mio peccato


Crítica aos dogmatismos existenciais e moralismos religiosos estão sempre presentes na poesia de @Ligabue. O cantor tem um jeito de lidar com as mitificações vinculadas a religião seja em provocações sarcásticas como em “Libera nos a malo”(livraí-nos do mal) de 1991, ou na contundente “Hai um momento Dio?” (algo como tem um tempo pra mim Deus?) de 1995. Ambas não perdem atualidade na letra e como rock/pop são super divertidas.
A primeira música começa com um jocoso “Oh, mamãezinha, o que é que eu fiz?”… “Mas eu não consigo entender o meu pecado” e ao seu modo questiona a moral Católica visto que que se há pecados são inerentes a sua humanidade, então não tem uma razão racional pra ser errado seguir seus instintos humanos. Na outra reivindica um diálogo direto e honesto, cara a cara com Deus. Provocativo diz que está ali a disposição, mas o que tá faltando pra Deus se dignar então a lhe dar atenção?
E seria heresia questionar?

Sed libera nos a malo.
Pace ormai non più dolore.
 Se io te ho dato l'alma el core.
 El foco mai non callo.
 Sed libera nos a malo.
 Pace or mai non più dolore.
 Sed libera me a malo
Libera me di catena
 Ch'io te adoro per dea in terra.
 Libera me di tanta pena.
 dal duol che mi sotterra.
 Libera mi e non più guerra.
 Ch’io son reso senza fallo.
 Sed libera me a malo.
Se non porgi el tuo socorso
 A la doglia mia infinita
 Io mi vegio gioncto al corso
 De finir la propria vita
 Se non progi presto aita
 L’alma langue donna fallo
 Sed libera me a malo.
Qui sia fine al moi dolore
 E la doglia che me acora
 Voglio amarte a tutte l’hore
 Se ben voi per te ch’io mora
 Per che chi morendo adora
 El morir glie dolce mallo
 Sed libera me a malo.
 Sed libera me a malo (oração/Canto a capella de Onofrio Antenoreo,1508)
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Vieram à noite e encontraram Fernão deslizando calmamente e sozinho pelo seu querido céu.

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As palavras saíram fortes e calmas.
– Viemos para te levar para mais alto, para te levar para casa.
– Casa, não tenho. Bando, também não. Sou um Banido. E agora estamos a sobrevoar a Grande Montanha do Vento. Não consigo elevar este velho corpo acima de algumas centenas de metros.
– Podes sim, Fernão. Tu aprendeste. Acabou uma aprendizagem e chegou a hora de começar outra.
Tal como acontecera durante toda a sua vida, o entendimento iluminou a mente de Fernão Gaivota.
Tinham razão!
Ele podia voar mais alto, e era tempo de regressar para casa. Lançou um último olhar para o céu, para aquela maravilhosa terra prateada onde aprendera tanto.
– Estou pronto – disse, por fim. E Fernão Capelo Gaivota elevou-se com as suas companheiras brilhantes como estrelas, desaparecendo num perfeito céu escuro.

À medida que se afastava da Terra, por cima das nuvens e bem junto às duas gaivotas brilhantes, verificou que o seu próprio corpo se tornava tão brilhante como o delas. Na verdade, era o mesmo jovem Fernão Gaivota que sempre existira por detrás dos seus olhos dourados, mas a forma exterior era diferente. Era como o corpo de uma gaivota, mas já voava muito melhor que o antigo alguma vez voara.

As suas penas reluziam agora num branco-brilhante e as suas asas eram macias e perfeitas, como folhas de prata polida. Deliciado, começou a aprender a conhecê-las, a dar força àquelas novas asas.

Novas paragens, novos pensamentos, novas interrogações.
….
A Terra era um local onde aprendera muito … Mas ele sentiu que era bem vindo e que aquele era o seu lar. Fora um grande dia para ele, um dia cujo nascer do Sol ele já não recordava.

Nos dias que se seguiram, Fernão verificou que havia tanto a aprender sobre o voo como houvera na vida que deixara para trás.

Fazes alguma ideia de quantas vidas teremos de viver antes de compreendermos que há coisas mais importantes do que comer, lutar ou disputar o poder do Bando? Mil vidas Fernão, dez mil vidas! E, depois, mais cem vidas até começarmos a aprender que a perfeição existe, e outras cem para constatar que o nosso objetivo na vida é conseguir a perfeição e colocá-la em prática. As mesmas regra se aplicam, agora, a nós: escolhemos o nosso mundo através do que aprendemos neste. Se não aprendermos nada, então o próximo mundo será igual a este, com as mesmas limitações e obstáculos a vencer.

O trunfo consistia em tomar consciência de que a sua verdadeira natureza vivia, tão perfeita como um número por escrever, em todo o lado e ao mesmo tempo através do espaço e do tempo.

Quebrem as correntes do pensamento e conseguirão quebrar as correntes do corpo…

Bach, R. livro: Fernão Capelo Gaivota.
Publicado em memória
IMPRESSÕES ://
…/digitalizadas by Lila
Dividindo impressões, pontos, desapontos e toques com quem quiser ler... vida de professora, de estudante, de jornalista, de mãe, de avó, de mulher!
parceria de vida
lila ou cris

a gente é assim. meio embolado, meio igual, meio diferente, meio um, meio muitos, meio opostos, meio complementares, ambigramáticos

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