#EAD: #Curso on-line de jornalismo científico ganha versão em português: http://bit.ly/MFAPe
O curso está modulado em 8 lições, cada uma com um texto expositivo. Baseado na dinâmica de auto-instrução, cada lição uma série de exercícios acompanhados de um gabarito com repostas padrão. Como é explicado no primeiro módulo: Escrever sobre ciência envolve pensar sobre as questões: Qual será o foco do meu trabalho? Como eu planejo, negocio e apresento uma matéria?”
“As questões”complexas precisam ser, pelo menos em parte, compreendidas e colocadas dentro de um contexto, coisa que os cientistas podem não fazer nas entrevistas mais simples.“

Recebi o texto abaixo de uma querida amiga. Nesse “sabático” compulsório tenho repensando muito esses tantos papéis que nos obrigamos a assumir. Eu aqui em casa neste um mês, acabo também me “assistindo” projetada em minhas queridas amigas que seguem labutando pra encaixar no tempo que dá, serem pesquisadoras, jornalistas, publicitárias, professoras, leitoras, alunas, sonhadoras, mães, esposas e tudo mais. E fico impressionada com a ciranda a que nos propomos e que nos envolvemos sem perceber.
“Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!
E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora.
Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias.
Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Para engravidar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante’ .
Martha Medeiros – Jornalista e escritora (Publicado na Revista do Jornal O Globo)
pra ganhar tem-tem. demorei a lembrar a musiquinha de incentivo aos primeiros passinhos.
Sem gesso, treinando por o pé no chão. 10 dias de fisio pela frente.
Depois, me reencontrar com o tempo fracionado em tantas querências. Um passo de cada vez.

Tenho uma amiga apaixonada por Moleskines, aqueles caderninhos de anotações de bordinhas arrendondadas. Coisa legal isso tão manuscrito, numa época tão digital. Quando vi essa coletânea de imagens de Moleskines art citados pelo And After já pensei nela, apesar de saber que os dela são cheios de, não menos interessantes, preciosas anotações sobre as teorias da comunicação. Ah. descobri o link passeando pelo blog da Paula digital que me adicionou recentemente no twitter.
Hora dessas faço uma rastreada pelas boas dicas de cada um de meus seguidores e seguidos. Nós tuiteiros “bobajamos” muito, mas peneirando sempre tem coisa legal.

Alguns cientistas sugerem que a linguagem somente realmente se desenvolveu quando o homem “anatomicamente moderno” evoluiu cerca de 160.000 anos atrás, porque eles tinham o cérebro suficientemente complexo, necessário para comunicação simbólica.
O último estudo, no entanto, sugere que a linguagem poderia ter evoluído em uma data muito anterior, muito antes dos primeiros pinturas rupstres nas grutas, cerca de 35.000 anos atrás – a primeira evidência inequívoca de um cérebro simbólico.
Velocidade. Presença. Interação. Integração. Sobra espaço para ação? Estou aqui pensando sobre este frenesi da micropostagem. Algumas vezes lembra o disk mensagem telefônico da década de 80, quado a linha cruzada e aberta permitia muita gente falando, falando. O interesse era conhecer gente nova, marcar encontros, passar trote. O nível era muito mais da relação interpessoal. Olho o globinho do twittervision, do flickvison, girando, girando, com frases e imagens descontextulizadas da interlocução em tempo e espaço e fico pesando como cada um dos observadores configuram tantas informações, como triam e o que absorvem e recompartilham. Uma experiencia social ou de individualidades?
Li depoimentos de 140 cc que dão conta de como várias pessoas se sentiram desamparadas quando o serviço caiu. O que fez falta? Ser lido? Ler? Será a sensação de ser parte? Algumas pessoas postam praticamente a cada hora das 24 do dia. Como se concilia isso com a rotina. Que síndrome de pertencimento é esta?
Em épocas pré-modernas o tempo era medido por tarefas realizadas e o lugar das mesmas. Na modernidade tal não ocorre. A uniformização do tempo, universalização dos calendários, medição mecânica. A descontinuidade de espaço tempo cria condições para alteração das relações sociais. G. Cardoso

Gosto de rabiscar digitalmente, tem sido uma forma de intercalar as leituras e o ócio.
Não sinto coceira, nem suor, entretanto, o gesso já chegou no ponto de incomodar muito, principalmente na hora de de dormir.Ficar em casa, nao poder dirigir ou tomar banho decentemente tem sido um bom exercicio.
Achei interessente que duas ” engessadas” me adicionaram no orkut. Imagino o tédio que elas também sentem. Eu já acho lavar a louça uma diversão e tanto. Não aguento mais ler as palavras: paradigmas, subjetividades, tensões, reconfigurações.
O que salva é a minha gtalkolega que as vezes dialoga amenidades. Via skipe tbm tenho ficado mais próxima da famiglia de Milão que das coisas daqui de Bsb. O fato mais interessante de hoje foi meu mano ligar da porta de uma livraria me perguntado sobre um livro que encomendei. Todo aquele barulho da rua fez me sentir-me passeando pelas barulhetas ruas milanesas. deu saudade. volto ainda. num ameno periodo de outono.
sobre invenção do processo de impressão.








