em poucas palavras...

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Por um natal sem panetone

2009 Dezembro 16
por >Lila<

Reflexão Pastoral é um newsmail que a UCB envia aos funcionários, resolvi reproduzir essa sobre “As origens da festa de Natal”, que traduz bem o atual espírito natalino:

Não existem documentos comprovando cientificamente que Jesus Cristo tenha nascido no dia 25 de dezembro. Existem, porém, dados arqueológicos sobre as origens da festa de Natal. Essa remonta ao período do Neolítico que começa por volta de 10.000 e se estende até 4.500 anos a.C. Neste período o ser humano se fixa na terra e, além da coleta de vegetais, passa a domesticar e criar animais (cabras e ovelhas) para a sua alimentação. Também neste período nasce e se consolida a agricultura que era formada basicamente pelo cultivo de trigo e de cevada.

No hemisfério norte do planeta os criadores de animais e agricultores adoravam o deus Sol e inventaram uma festa para celebrar o solstício de inverno. A festa tinha sentido, pois, como sabemos, a partir do solstício de inverno, o movimento da terra permite que os dias sejam mais longos e o frio menos intenso, favorecendo os plantios e uma vida mais fácil para homens e animais. Ao chegar a Roma, mais ou menos na primeira metade do século I da nossa era, os cristãos encontram essa festa. Aos poucos, na medida em que foi se fortalecendo no Império Romano, o cristianismo substitui a festa “pagã” pela invocação de Jesus Cristo, considerado pelos cristãos o Sol que ilumina toda pessoa que vem ao mundo.

Inicialmente o Natal foi apenas uma simples substituição do culto ao Sol pelo culto a Jesus Cristo. Com o passar dos tempos o cristianismo sente necessidade de celebrar o nascimento de Cristo e fixa tal comemoração no dia do solstício de inverno do hemisfério norte, quando os “pagãos” adoravam o Sol. Mais tarde, com a instituição do calendário gregoriano, essa festa é fixada no dia 25 de dezembro. A partir do século XIII, seguindo um costume iniciado por Francisco de Assis, o Natal é celebrado com a montagem de um presépio. Nesse meio tempo, com o cristianismo espalhado por praticamente toda a Europa, a festa do Natal vai se misturando com outras tradições como, por exemplo, aquela de São Nicolau, o velhinho bondoso que distribuía presentes aos necessitados, particularmente às crianças pobres. Nascia assim a lenda do Papai Noel.

Com a chegada da modernidade e do capitalismo o Natal foi sendo transformado em uma festa de consumo. A ele foram agregadas tantas coisas periféricas que o seu sentido cristão quase se perdeu por completo. Assim, em países de clima quente e tropical como o Brasil, o Natal é celebrado com “muita neve”, Papai Noel e seu trenó puxado por cervos, árvores de Natal, panetone, etc. Símbolos típicos dos países nórdicos, bem distantes da nossa realidade de clima tropical. A árvore de Natal feita de pinheiro, por exemplo, é símbolo do Natal nos países europeus porque, junto com o cipreste, é a única planta que não perde suas folhas durante o rigoroso inverno.

Creio, porém, que é hora de retomarmos o sentido original do Natal seja na perspectiva dos povos do Neolítico seja na perspectiva cristã. Como nos mostram os achados arqueológicos, por trás dos cultos neolíticos ao deus Sol estava a preocupação com a alimentação básica, com a criação de animais e a agricultura, voltadas exclusivamente para a subsistência. No cristianismo primitivo a substituição do culto ao Sol pelo culto a Jesus Cristo pretendia claramente denunciar a religião oficial do Império Romano. De fato em Roma vigorava uma religiosidade que servia de sustentação a um regime de escravidão e de exploração do ser humano. Ao apresentar no Natal a figura de um pobre menino, nascido de uma família “sem-teto”, os primeiros cristãos mandavam um recado muito claro para o Império: a salvação da humanidade está na simplicidade de vida e não na arrogância e suntuosidade de um regime que oprime e massacra os mais pobres. Não por acaso o cristianismo foi violentamente perseguido pelo Império Romano, o qual tinha como princípio tolerar as religiões dos povos subjugados, desde que essas não o ameaçassem.

A urgência de recuperação do sentido primitivo do Natal é apontada pelos inúmeros sinais tão presentes no atual contexto mundial. Cito apenas dois deles. O primeiro é o aquecimento global, provocando mudanças climáticas violentas. No pólo norte, por exemplo, as geleiras se derretem a tal ponto que o Papai Noel já não consegue mais viajar com o seu trenó! Os cervos estão em extinção e o trenó não pode mais deslizar por falta de neve! O segundo sinal é o crescimento alarmante no mundo, no Brasil e em Brasília da corrupção. E para impor a corrupção e a impunidade os corruptos utilizam todos os meios, inclusive os recursos jurídicos permitidos pelas brechas da legislação. Os próprios corruptos, para se protegerem, usam da força pública, de suas cavalarias, contra aqueles e aquelas que insistem em denunciá-los e exigir que se faça justiça.

Na época do nascimento de Jesus um rei corrupto sentindo-se ameaçado por uma criança filha de pais sem-teto, usou de toda a força de sua cavalaria para invadir Belém e matar todas as crianças com até dois anos de idade. Foi uma carnificina. Dois mil anos depois, às vésperas do Natal, a cena volta a se repetir. Uma autoridade acusada de corrupção joga seus soldados montados a cavalo contra um grupo de pessoas, espancando a uns e ferindo a outros. A única diferença: a sofisticação, ou seja, o uso de gás lacrimogêneo, de balas de borracha, de bombas de efeito moral.

Não há, pois, como não insistir na volta à originalidade do Natal. Precisamos aprender com os povos do Neolítico que a subsistência está em primeiro lugar. O luxo, a ostentação, o consumo desenfreado e o esbanjamento dos ricos estão ameaçando seriamente a vida no planeta. Urge uma vida de mais sobriedade. Urge voltar o nosso olhar para aquela criança nascida em Belém, tendo como berço uma cocheira para animais. Ela tem um recado para todos nós. Em sua pobreza e humildade nos diz ser possível viver na simplicidade, contentando-nos com o indispensável, e sermos igualmente muito felizes. Aliás, a nossa felicidade no futuro, a felicidade dos nossos netos e bisnetos vai depender da coragem que tivermos para reduzir nosso consumo desenfreado e abraçarmos a simplicidade.

Mas para isso será indispensável um Natal sem aqueles produtos de consumo que simbolizam tanto a destruição do planeta quanto a exploração dos pobres. Mais especificamente: um “Natal sem panetone”. Isso porque essa mercadoria natalina se tornou, no atual contexto, expressão concreta da farra dos corruptos feita às custas do dinheiro desviado da saúde, da alimentação, da educação e de tantos outros produtos e serviços necessários a uma vida digna para todos os seres humanos.

Portanto, um Feliz Natal, mas sem panetone!

José Lisboa Moreira de Oliveira: Licenciado em Filosofia, doutor em Teologia, gestor do Centro de Reflexão sobre Ética e Antropologia da Religião (CREAR) da Universidade Católica de Brasília.

então…

2009 Dezembro 12
por >Lila<

design de garcia

2009 Outubro 26
por >Lila<

garciaVersão  grátis de Pure Design, livro de um dos grandes designers de jornais e responsável pelo redesenho de  mais de 500 veículos pelo mundo.   O  livro de Mario García traz  em 222 páginas, dicas variadas e uma série de soluções de design baseadas em sua experiência de décadas na prática de design.  Da concepção, a formatação de páginas, a seleção de fotos,  o uso  e escolha do conteúdo, a definição de uma paleta de cores, a adequação tipológica para jornais, revistas, livros e sites entre outros.  A versão pode ser lida online ou descarregada via Isuu e foi disponibilizado pelo próprio autor. O texto está em inglês

A dica foi recuperada via Bloc de periodista que linkou de  Leo.

manca

2009 Outubro 18
por >Lila<

Il cielo grigio mi ricorda:
freddo (cane);
dolce fragolino (o lambrusco);
pasta ed valeriana;
La Mamma ed coccola;
famiglia
Ligabue.

me manca…
manca a me…

digitais

2009 Outubro 16
por >Lila<


III Conferência Brasileira de Comunicação e Tecnologias Digitais. Minha mesa foi diversificada e muito interessante.

passinhos

2009 Outubro 15
por >Lila<

Com os dois pés no chão, chegando a 40 sessões de fisioterapia já me sinto muito bem. O exercício de paciência não é fácil, nem a ansiedade por tudo que fica em stand by. As caminhadas no parque e a capoeira ficaram pra traz nesses meses, junto com viagens, congressos, shows, trabalho e qualquer coisa que forçasse um pouco mais. Tem pouco mais de duas semanas que voltei a dirigir, moderadamente.  Longas distancias e muito uso da embreagem ainda fazem o pé inchar e ficar dolorido. Agora a tornozeleira é acessório, junto com a bolsa de gelo em gel e os sapatos rasteiros.

mais um outubro

2009 Outubro 10
por >Lila<

lucalilamarilucacris

No dia 7 ainda esperávamos. No dia 10 comemorávamos.

Adoro os  primeiros dias de outubro para sempre.

luca

E todos os dias que vejo você crescer nesses 14 aos.

2009 Outubro 9
por >Lila<

Tão meninas…
marili20
Há  20 anos: Eu começando a ser mãe. Ela, a ser ela.

daquelas sínteses

2009 Setembro 24
por >Lila<

que dizem tudo:

arial &amp; helvetica on friday, i hosted a screening of helvetica for some buddies of mine that didn’t know that there were other typefaces besides times new roman. it turns out, there ARE other typefaces and one of them is helvetica (and another of them is papyrus.) the documentary does not explore the relationship between helvetica and microsoft’s derivative, arial. so to help ignite the post-viewing dialogue, i made this supplement illustrating the key differences in letterforms. however, in place of any spirited debate, my buddies decided instead to take turns delivering roundhouses to my jaw, saying “a documentary about a font is as interesting as it sounds.” i could not agree more. __ update (9/22/2009): welcome internet-at-large! i am ostrich-feather-tickled that you are finding this chart to be such as gas. should you want to see my other type-related posts, you can give this a gentle click. should you want to see a collection of my favourite posts, you can get dirty with this link. should you want to close this tab and see what else is on the internet (hint: pictures of cats), you can hit cmd + w and be on your way.

Esse info  foi acessado pelo navegador de tags em danicapaiz.wordpress.com que achou em www.swiss-miss.com que viu em www.ignant.de que citou  ragbag.tumblr.com e linkou  http://createordie.de e por aí foi.
Quem criou o gráfico, de verdade não descobri.Como um bom link geralmente leva a outro, vale acessar cada um dos blogs e descobrir coisas interessantes. Umas como essa acima. Nem precisa falar alemão pra ser agraciado com a riqueza de informação.

pqpé

2009 Agosto 21
por >Lila<

Que pé mais chato! Comecei a fisio esta semana e já me arrasto um pouco mais graciosamente. Ir até lá, na clínica, tem ajudado até na minha paciência com esse processo de recuPÉração, mais lento que eu podia imaginar.

Sorte poder contar com minha babá quase perfeita que me aturou nesse um mês de molho.

Quase um cativeiro, não fosse por meus livros e o computador para compensar a companhia de tardes insones e tediosas dialogando com a Sonia Abraão, Leda Nagle e o Datena.

Em um mês, além das saídas para as visitas médicas, tive o prazer de conhecer, comemorar o aniversário do Gilvan, que me deu uma injeção de  ânimo e mostrou a pequenez de um pé torcido e outras bobagens passageiras. (Esse cara merece um post especial como ele).  Também fui reforçar ao menos a palma e o coro na capoeira, sentadinha.

E para coroar, minha madre-tereza-pessoal, irmã sorriso, me levou até a unb. Momento realização. (a acessibilidade quase nula no minhocão merece um post reclamação depois).

Espero que essa próxima semana  me traga a boa notícia da recuperação total para enfim poder tomar pé de toda minha vida, passinho por passinho.